Quadrilha liderada por policial é condenada por explosão de caixa eletrônico em Queluz

Um policial militar e outros três homens foram condenados por associação criminosa e por furto qualificado a caixas eletrônicos em Queluz.
A decisão foi publicada no dia 24 de janeiro e o caso está em segredo de justiça. Cabe recurso.
A ação que deu origem à condenação foi movida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e, de acordo com o grupo, ficou comprovado que o PM liderava os criminosos, conseguindo explosivos, armas de fogo e informações privilegiadas de dentro da corporação para a quadrilha.
O policial militar foi condenado a 11 anos e três meses de prisão em regime fechado, mais o pagamento de multa.
Para os demais envolvidos, as penas variam de nove anos de reclusão a seis anos, sete meses e 15 dias de reclusão, mais multas.
Os condenados estão presos e não poderão recorrer em liberdade. Na sentença, a Justiça ainda decretou a perda da função pública do policial militar.
Segundo o Ministério Público, o Gaeco apelou da sentença, solicitando uma condenação por crime de roubo e não apenas furto qualificado, pois durante a ação dos criminosos foram utilizadas armas de fogo para ameaçar pessoas.
De acordo com o MP, o policial militar dava suporte para que o grupo exercesse práticas criminosas no interior de São Paulo e de Minas Gerais.
Na região, é a atribuído ao grupo a autoria de um crime que aconteceu em junho de 2015, quando a quadrilha explodiu um caixa eletrônico na cidade de Queluz e fugiu levando o dinheiro furtado.
Na ação, o grupo ainda ateou fogo em um veículo, na ponte Governador Mário Covas, que liga Queluz a Areias, para dificultar a chegada da polícia.
(Fonte: G1)

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