Moradores de Guararema dizem que nunca tinham visto violência como tiroteio em ataque a banco: ‘parecia uma guerra’
Moradores de Guararema dizem que nunca tinham visto violência como tiroteio em ataque a banco: ‘parecia uma guerra’
Loja teve prejuízo de R$ 8 mil com disparos, que furaram móveis e roupas. Ladrões tentavam furtar duas agências e ação deixou 11 mortos.
A ação da Polícia Militar em parceria com o Ministério Público que deixou 11 mortos durante uma tentativa de assalto a dois bancos em Guararema, no interior de São Paulo, acordou muitos moradores da cidade com os barulhos de tiros.
Moradores relataram momentos de medo e terror. Marcas do tiroteio ficaram pelas casas.
De acordo com a Polícia Militar, eram ao menos 25 criminosos e 11 deles morreram. Um foi preso. Uma família foi feita refém durante a fuga de um dos assaltantes, mas não se feriu. O criminoso que manteve os reféns morreu ao ser baleado.
“Parecia que a gente estava no meio de uma guerra”, disse uma moradora que ficou em meio ao fogo cruzado.
A dona de uma loja de roupas que fica uma quadra de um dos bancos atacados ouviu os disparos de sua casa, que fica bem distante da loja.
“A ação começou às 3h. Meu marido escutou as rajadas e falou tem alguma coisa de muito grave acontecendo aqui no centro da cidade”, disse a empresária Adriana Freitas.
“Foi quando meu telefone tocou e era uma cliente para me avisar, várias clientes me ligaram para avisar que a loja tinha sido alvejada”, disse.
No chão do estabelecimento, Adriana encontrou balas. As marcas de tiro estão nas paredes, nos móveis e nas roupas, causando um prejuízo de R$ 8 mil. Os disparos estraçalharam vidros de lojas e estouraram vitrines.
“O susto foi bem grande. Apesar da gente estar agradecido por não ter ninguém aqui dentro, por ter sido de madrugada, ficamos bem assustado”, disse.
Guararema tem menos de 30 mil habitantes e só fica mais movimentada em dezembro, quando cerca de 400 mil pessoas visitam a decoração de natal da cidade. Os moradores dizem que, até então, se sentiam seguros ao morar na cidade que, desde 2016, tem 100 câmeras de monitoramento.
“Eu estou com medo, realmente medo. Não esperava isso”, diz o aposentado Waldomiro Faria.
No calçadão onde fica um dos bancos, poucas lojas abriram nesta sexta-feira. A comerciante Fagna Azevedo foi uma delas, que diz estar estranhando o ocorrido. “É uma cidade monitorada, muito gostoso de morar aqui, uma cidade tranquila. A gente acha estranho isso ter acontecido”, afirma ela.
FUZIS, PISTOLAS E MUNIÇÕES APREENDIDAS
Foram apreendidos com a quadrilha sete fuzis, quatro pistolas, duas calibre 12 e vários explosivos.
Dos 11 assaltantes mortos, sete foram atingidos por balas durante troca de tiros em bloqueio feito por policiais da Rota na Estrada Hércules Campanholi, que dá acesso ao centro do município.





