Lideranças petistas da RMVale e do estado avaliam a decisão que torna Lula elegível

Com a anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizadas na segunda-feira (8), pelo ministro do STF (Superior Tribunal Federal), Edson Fachin, diversos políticos partidários e simpatizantes comemoraram a decisão pelas redes sociais. A reportagem conversou com a líder petista na Câmara de Vereadores de São José dos Campos, Amélia Naomi, com o ex-prefeito da cidade, Carlinhos Almeida, e com o presidente do diretório estadual do partido, Luiz Marinho, para avaliar qual o pensamento estratégico perante essa decisão.
Exceto Marinho, que acabou se posicionando através de nota por sua assessoria, já que estaria, segundo ela, com problemas na voz, Amélia e Carlinhos relataram que a decisão significa o cumprimento da justiça e dignidade, além de esperarem que Lula seja o candidato do PT para a Presidência da República nas eleições de 2022.

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Último prefeito petista de São José dos Campos, Carlinhos Almeida disse concordar com a decisão tomada pelo ministro Edson Fachin e que o STF agiu como forma de resguardar a constituição.

“É correta (a decisão) não apenas do ponto de vista político, mas em função do que está escrito na constituição e no que prevê estado democrático de direito, efetivamente. Uma vara não pode ir além de sua jurisdição. Acredito que neste momento o STF fez o papel de guardião da constituição, já que era evidente que a Vara Federal de Curitiba, não poderia se tornar uma “Super Instância” abraçando processos do Brasil e escolhendo alvos ao invés de investigados”, disse o ex-prefeito
Ele também acrescentou ser de grande benefício o trabalho que o jornalismo investigativo do site The Intercept realizou quando, em meados de 2019, através de mensagens vazadas, publicou diversas conversas entre integrantes da Operação Lava Jato.
“O segundo grande aspecto desse processo é o grande trabalho realizado pelo jornalismo investigativo. Foi através dele que muitos que ainda não tinham clareza sobre o assunto, evidenciaram a perseguição que era realizada contra o ex-presidente Lula. A nomeação de Sérgio Moro por Bolsonaro e sua participação nas eleições já mostrava o quanto esse processo era político, mas o jornalismo investigativo deu luz a tudo”, acrescentou o petista.
Por fim, perguntado se Lula deveria concorrer às eleições de 2022, o ex-prefeito joseense disse concordar com a opção.
“Eu acredito que sim. É preciso fazer justiça. Lula foi impedido de ser candidato na última eleição, então acredito que essa seja uma forma de se fazer que ele seja, de fato, o nosso candidato. Claro, a decisão eleitoral é do povo brasileiro, temos que respeitar seja ela qual for, mas todos têm o direito de serem candidatos, e o de Lula foi tirado em 2018, quando ele liderava todos os cenários”, concluiu Carlinhos.

AMÉLIA NAOMI, VEREADORA E LÍDER DA BANCADA DE OPOSIÇÃO NA CÂMARA DE SÃO JOSÉ
Já a vereadora, esposa de Carlinhos Almeida e atual líder da oposição na Câmara dos Vereadores de São José dos Campos pelo PT, Amélia Naomi criticou durante o processo e afirmou o mesmo ser de roupagem política.

“Estou muito feliz do reconhecimento dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), até porque foram diversas injustiças e acho que agora as verdades vieram à tona. Está provado que o projeto foi político”, disse a vereadora.
Também questionada se viria como certa a opção do partido em indicar o ex-presidente ao pleito de 2022, a vereadora afirmou ser essa a “maior chance de melhora do país”.
“Eu vejo como necessária a candidatura de Lula. Ele representa o sonho e a expectativa de uma vida melhor. Seus programas sociais mostraram isso em seus mandatos. Nesse momento, em que vivemos um desgoverno em meio a uma pandemia, a chegada de Lula é cada vez mais necessária. Não apenas o Brasil, mas o mundo todo sabe de sua seriedade”, afirmou.

LUIZ MARINHO, PRESIDENTE ESTADUAL DO PT
Procurado pela reportagem para se pronunciar sobre a decisão que anula todos os processos do ex-presidente Lula relacionados às investigações da Operação Lava Jato, Luiz Marinho, presidente estadual do partido e ex-candidato a governador do Estado, disse estar com problemas na voz e enviou a seguinte nota à redação:

“Esse é um momento de alegria e de sentimento de que finalmente a justiça foi feita. Estamos alegres por saber que poderemos contar com o Lula nas urnas no ano que vem para o nosso povo voltar a sorrir, ser cuidado do jeito que merece e para que nosso país volte a ser respeitado mundialmente. Só lamentamos que o ministro Fachin não tenha tomado essa decisão há cinco anos, o que permitiria ao Lula ter sido candidato, evitando o abismo que o Brasil se encontra submerso hoje.”

(Portal Meon)

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