RMVale tem semana com menos casos de Covid desde 15 de janeiro
Nos últimos sete dias, região acumula 15.168 casos confirmados e 110 mortes
O Vale do Paraíba registrou na semana epidemiológica nº 6 deste ano a menor quantidade de novos casos de Covid-19 desde 15 de janeiro.
Foram confirmados nos últimos sete dias 15.168 novos contaminados pela doença contra 18.871 na semana anterior, uma queda de 19,6%.
Na semana epidemiológica nº 2, encerrada em 15 de janeiro, a região confirmou 14.523 diagnósticos positivos de Covid-19.
Desde então, o número aumentou na semana seguinte para 19.324, caiu para 18.453, voltou a subir para 18.871 e na última semana teve uma queda mais acentuada e fechou com 15.168 casos confirmados.
Há 110 mortes em decorrência da doença na última semana, o mais baixo número desde a semana epidemiológica nº 3, encerrada em 22 de janeiro, que registrou 60 óbitos por Covid.
Também o número de mortes aumentou no final de janeiro e início de fevereiro para 121 e depois 151, e agora caiu para 110.
Na comparação com a semana anterior, que teve 151 mortes, os 110 óbitos por Covid representam uma redução de 27%.
O número de novos infectados nos últimos sete dias (15.168) é 33% superior ao pico de casos de 2021, registrado em 6 de fevereiro do ano passado, quando foram confirmados 11.406 pacientes positivos para a Covid na semana epidemiológica nº 5.
A chegada da ômicron recolocou a região na direção do crescimento da doença e abriu a porta para a terceira onda de contaminação.
No entanto, embora o recorde de casos, o número de mortes é proporcionalmente mais baixo, graças à vacinação em massa. Os 110 óbitos são 56% menores do que o pico de 2021, que registrou 250 óbitos no dia 8 de maio do ano passado, na semana epidemiológica nº 18.
Os indicadores são um alerta de que a doença ainda ataca, principalmente no público não vacinado, segundo autoridades de saúde.
“Mesmo vacinado, é possível que haja transmissão, mas é um número menor do que entre a população não vacinada. A maioria dos internados hoje é de pessoas não vacinadas”, disse o médico João Gabbardo, coordenador executivo do Comitê Científico de São Paulo.