Mulher registra boletim de ocorrência após ser barrada em sensor e tirar short para entrar em banco em Cachoeira Paulista
Uma mulher registrou um boletim de ocorrência depois de ser barrada na porta giratória de um banco e tirar o short para entrar em uma agência bancária em Cachoeira Paulista.
De acordo a cliente, ela ficou travada na porta giratória na entrada no banco por causa do botão de um shorts e, mesmo se oferecendo para uma revista pessoal, a gerência se recusou a fazer o procedimento.
O caso ocorreu na tarde da segunda-feira (31/01) e o banco contesta a versão da cliente. Ela conta que chegou na agência com a filha para sacar dinheiro e, como estava sem o cartão, entrou para ir ao caixa com os documentos. Ao tentar passar pela porta giratória foi barrada. Ela disse que foi informada que só entraria se fosse liberada pelo sensor de detecção de metais da porta giratória.
A mulher, que estava com um vestido, então retirou a peça de roupa e pôde entrar no banco. Ela conta que tinha deixado todos os pertences antes de passar e não conseguia identificar o problema, até que percebeu que poderia ser o botão do short que usava. A segurança chegou a pedir que tampasse o botão para entrar, mas mesmo assim a porta se manteve travada. Após tirar o short, a porta destravou e ela pode entrar no banco e sacar o dinheiro que precisava.
Depois do ocorrido, procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. A mulher alega que foi alvo de discriminação, por ser uma pessoa simples e que vai à Justiça contra o banco.
Em nota, o banco rebateu a versão da cliente e informou que “não foi solicitada, por empregados ou colaboradores, a retirada de qualquer peça de vestuário da cliente. Logo que informada sobre o travamento da porta giratória, a gerente da unidade foi ao encontro da cliente e o atendimento foi realizado no interior da agência”, diz trecho.
O banco ressaltou que usa portas giratórias conforme determina a legislação e que elas são usadas “para impedir o acesso de pessoas às agências portando objetos que coloquem em risco a segurança de clientes e empregados, nunca para criar obstáculos ou constrangimentos aos usuários”. A Caixa informou que tem o respeito como um dos valores da instituição.

