Funcionárias de terceirizadas da LG recusam proposta de indenização e retomam greve

Caso aceitassem o acordo, os funcionários terceirizados receberiam o equivalente a 70% da indenização paga pela LG aos trabalhadores da fábrica de Taubaté

Funcionários de empresas terceirizadas da LG recusaram na quarta-feira (5) a proposta de indenização oferecida para categoria pelo encerramento das atividades e retomaram a greve. A proposta era equivalente a 70% do valor pago pela LG aos trabalhadores da fábrica de Taubaté.
A assembleia reuniu funcionários das empresas Blue Tech, 3C e Sun Tech na Praça da Bandeira, em Caçapava. As três empresas produzem exclusivamente para a LG, que vai encerrar a produção de celulares e monitores em Taubaté. A medida impacta 700 empregos diretos e outros 430 indiretos.
A proposta rejeitada pelos trabalhadores havia sido definida em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e era equivalente a 70% do valor estabelecido pela sul-coreana a ser pago aos funcionários demitidos com o fim da produção em Taubaté.
As funcionárias terceirizadas rejeitaram o acordo e querem o mesmo valor pago pela LG. O acordo assinado entre a LG e os trabalhadores de Taubaté inclui uma indenização que varia entre R$ 12 mil e R$ 73 mil, conforme o tempo de trabalho e o salário, além de PLR e plano médico até 2022.
O sindicato informou que, com a recusa da proposta, vai seguir na mobilização em defesa dos direitos das trabalhadoras.
Procurada pela reportagem, a empresa 3C informou que ainda não havia sido notificada formalmente sobre a recusa. Já a Blue Tech informou que a decisão do sindicato em fazer a assembleia em uma praça compromete a votação, por não haver controle efetivo dos votos.
“A empresa cumpriu com as suas obrigações, pagou salário mesmo com mais de 27 dias de greve, mas a atitude do sindicato coloca em xeque a existência da empresa. Lamento profundamente o abuso da greve”, disse por nota.
A Sun Tech não respondeu a reportagem até a publicação desta matéria.

FIM DA PRODUÇÃO NA LG
A LG vai encerrar a produção na fábrica de Taubaté (SP). A empresa sul-coreana decidiu encerrar as operações globais em celulares, no Brasil produzidos exclusivamente na unidade, e transferir o setor de monitores e notebooks para a fábrica de Manaus (AM).
A medida deve gerar o fechamento de 700 postos de trabalho diretos, além de afetar a cadeia produtiva na região.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, três fornecedoras exclusivas da LG também devem encerrar as atividades com a perda da demanda da sul-coreana, causando a demissão de outras 430 pessoas.

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