Dados de evolução da pandemia indicam manutenção do Vale na fase laranja do Plano SP

Levantamento foi feito pelo G1 com base nas regras atuais avaliadas pelo Plano São Paulo. Decisão, no entanto, cabe ao comitê de saúde do governo estadual. Reclassificação será anunciada na tarde desta sexta (22).

Os indicadores de evolução da pandemia de coronavírus indicam a permanência do Vale do Paraíba na fase laranja do Plano São Paulo na reclassificação a ser anunciada nesta sexta-feira (22). A decisão, no entanto, cabe ao comitê de enfrentamento à Covid-19.
Apesar da possível manutenção do Vale na fase laranja, a quarentena deve ter regras mais rígidas. O governo deve determinar que todo o estado fique na fase vermelha do plano de flexibilização econômica aos finais de semana e feriados. Nela, apenas serviços essenciais podem operar.
Nos dias úteis, a medida passará a valer no período noturno, das 20h às 6h, para as regiões que se estiverem na fase amarela e laranja da proposta.
O Vale do Paraíba regrediu à fase laranja nesta semana em meio à uma aceleração no número de casos, internações e mortes por coronavírus. Taubaté aderiu à fase, mas com medidas mais restritivas. Já São José dos Campos optou por ir à fase vermelha, assim como cidades do Vale Histórico.
A região bragantina segue atualmente as regras da fase amarela.

INDICADORES DO VALE DO PARAÍBA
A reportagem fez um levantamento dos números da região do Vale do Paraíba que são considerados pelo Plano SP para reclassificação. A última atualização dos dados foi na quinta-feira, às 16h.
Apesar de uma piora com relação aos dados da última semana, os indicadores ainda seriam suficientes para manter a região na fase laranja.

• Novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias – 614,1 – equivalente ao indicador laranja
• Novas internações por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias – 69,8 – equivalente ao indicador laranja
• Novos óbitos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias – 6,6 – equivalente ao indicador laranja
Capacidade do Sistema de Saúde
• Taxa de ocupação de leitos UTI Covid – 78,8% – equivalente ao indicador laranja
• Leitos UTI Covid por 100 mil habitantes – 17,4 – equivalente ao indicador verde

RECLASSIFICAÇÕES
Desde o início do ano
, o governo paulista tem feito reclassificações semanais. No final de 2020, a gestão estadual chegou a colocar o estado na fase vermelha durante as festas de final de ano para tentar evitar aglomerações e, consequentemente, os riscos de contaminação.
O Plano São Paulo prevê o rebaixamento para fases com regras mais restritivas da quarentena em regiões que apresentam grande aumento semanal de novas internações, mortes, casos ou taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“As restrições de horários e serviços têm como objetivo diminuir a circulação das pessoas e, com elas, do vírus.”
“O que nós podemos observar neste momento é que o interior atinge seu pico na pandemia. Nós temos a maior média móvel dada historicamente no interior do estado. A pandemia atinge todo o território aqui do estado, mas o interior de forma mais contundente”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, na manhã desta sexta (22).
“Estamos hoje com uma ocupação de UTI em torno de 71% na média do estado de SP, mas essa média supera o 75% em pelo menos seis regiões do estado de SP”, completou Vinholi.
Ainda de acordo com o secretário, o estado ampliará nos próximos dias o número de leitos disponíveis na rede. “Serão 700 novos leitos de UTI colocados em todo nosso território, e também a mobilização para que esses prefeitos possam agir com responsabilidade, aumentando as restrições ao longo desse período.”

COMO FICOU A FASE LARANJA
• Todos os setores de comércio e serviços passam a ser permitidos. A exceção é o atendimento presencial em bares, que continua proibido.
• Capacidade de ocupação: antes era de 20% e vai para 40% em todos os setores.
• Funcionamento máximo: ampliado de 4 para 8 horas por dia.
• Horário de fechamento: atendimento presencial só poderá ser feito até 20h.
• Parques estaduais, salões de beleza e academias: poderão abrir.

COMO FICOU A FASE AMARELA
• A capacidade máxima passa a ser limitada a 40% de ocupação para todos os setores. Antes, o percentual variava por setor: academias podiam operar com apenas 30% da ocupação, por exemplo.
• O atendimento presencial ao público pode ser feito apenas até as 22h, em todos os setores, exceto no setor de bares, que pode funcionar até as 20h.
• O horário de funcionamento passa a ser limitado a 10 horas por dia para todos os setores. Antes, o horário variava por setor.

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