Estudo da USP aponta tendência de queda na transmissão de coronavírus no Vale do Paraíba

Índice de reprodução diário da doença está abaixo de 1, o que indica que a transmissão tende a desacelerar.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) aponta a tendência de queda na transmissão do coronavírus no Vale do Paraíba.
De acordo com o levamento, o índice de reprodução da doença na região estava em 0,63 na segunda-feira (31). Quando índice está abaixo de 1, a tendência é de desaceleração.
O índice efetivo de reprodução (Rt diário) avalia quantas pessoas um infectado por coronavírus pode contaminar. Quando o índice está abaixo de 1, significa que a média de transmissão da doença está abaixo de uma pessoa.
“O número de reprodução efetivo é que quantas pessoas agora cada infectado está transmitindo a doença. Se esse número é abaixo de 1, então, em média, cada pessoa vai transmitir a doença para menos de uma pessoa, de forma que o número de novos casos tende a cair. Se esse número está acima de 1, então os casos ainda tendem a aumentar com o passar do tempo”, explicou o pesquisador da USP, Rodrigo Malavazi Corder, em entrevista ao Link Vanguarda.
“O distanciamento social é um fator preponderante para que esses números fiquem abaixo de um e o número de novos casos se reduzem ao longo tempo”, acrescentou.
O monitoramento é feito nas cidades com mais de 100 mil habitantes. Na região do Vale do Paraíba, os municípios são Caraguatatuba, Guaratinguetá, Jacareí, Pindamonhangaba, São José dos Campos e Taubaté.
A maioria das cidades monitoradas da região estão com número estável de novos casos de acordo com o estudo, o que indica a estabilidade da pandemia na região. O estudo matemático da USP é semelhante à média móvel, que tira uma média dos últimos sete dias e compara com 14 dias antes.
“A outra proposta que a gente faz é bem parecida com essa (média móvel), só que a gente faz uma média em que damos mais importância para valores recentes, mas também damos importância para valores mais antigos. Então, esses 30 dias não são 30 dias do mesmo jeito. Há 30 dias tem um peso pequeno e há poucos dias têm um peso maior. No final das contas, as duas metodologias são parecidas, são só critérios um pouco diferentes”, disse o pesquisador da USP da área de matemática e estatística, Renato Vicente.
“No nosso método, estamos acompanhando dia após dia como é que esses números estão evoluindo. Então, num caso é mais a longo prazo, duas semanas, e no outro caso você está olhando instantaneamente”, disse Renato que em seguida complementa.
“Pode acontecer deles discordarem, porque em um caso você está olhando o que está acontecendo por dia. Então, acelerado significa que você está tendo o número de novos casos por dia, está aumentando. Isso significa acelerado. A gente tem algumas classificações. Se o número de casos por dia está aumentando, está acelerado. Se o número de novos casos por dia está igual, isso é estável. Se está caindo, é desacelerado”, conclui.

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