Silveiras chega a 16 casos de Covid-19 com salto em 13 dias

Saúde teme falta de adesão da população, que não segue as medidas de prevenção contra o vírus
O avanço do novo coronavírus no último mês não assustou somente as maiores cidades da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), mas também tem tirado o sono da rede pública de Saúde nos pequenos municípios. Um exemplo disso é Silveiras, que registrou um aumento significativo de casos de Covid-19 em menos de dez dias. O Município ampliou o trabalho de orientação à população sobre medidas de prevenção.
De acordo com as atualizações do boletim epidemiológico, no último dia 1, a cidade havia registrado um caso autóctone, um importado e 39 notificações. Após nove dias, na última quinta-feira (9), já haviam sido confirmadas 15 contaminações e 55 notificações, com seis pessoas recuperadas da doença. Já na terça-feira (14) o número informado foi de 16 casos.
Sem estrutura para casos graves, o município conta com atendimento de unidades referência da RMVale como Lorena, Guaratinguetá e Aparecida, além da Santa casa de Cruzeiro, sua primeira porta de entrada e que atende a demanda de outras cidades do Vale Histórico.
De acordo com a diretora de Saúde, Andreza Lacerda, diante do aumento de casos, a Prefeitura ampliou as ações de conscientização, já que grande parte da população não segue as medidas de prevenção. “A gente reforça a importância do isolamento social. Estamos percebendo pessoas andando na rua normalmente, não estão usando máscara, fazendo reuniões familiares, festinhas no fim de semana”, lamentou Andreza. “A cidade toda precisa seguir as regras para a contenção dessa pandemia, que é o isolamento social, uso de máscara, higienização das mãos, inclusive o isolamento dentro de casa (síndrome gripal). A gente notou que os pacientes estão se isolando, mas estão em contato com os familiares, contaminando-os também. Por isso está aumentando os nossos casos”.
A secretaria de Saúde continua com o acompanhamento médico e salienta a baixa complexidade de leitos da região. “Silveiras tem uma unidade de saúde, que tem leitos de baixa complexidade. São leitos para atendimento ambulatório, emergência 24 horas e internação de casos leves. Com a chegada da Covid-19, organizamos dois leitos de estabilização com respirador de transporte e todos os medicamentos necessários para o tratamento”, frisou a diretora de Saúde. A cidade conta ainda com três leitos de observação.
Com apoio do Governo Federal, Silveiras conta com recursos destinados à compra de medicamentos, equipamentos hospitalares e pagamento de profissional extra. Foram R$ 45.640,89 investidos em ações de combate à pandemia do novo coronavírus.

HIGIENIZAÇÃO
Em parceria com a Farma Conde, a cidade também recebeu serviços de pulverização e desinfecção de vias, praças e espaços públicos no último dia 4. Foram instalados também, dez totens de álcool em gel em pontos estratégicos no início de maio, para reforçar a higienização da população.

Com apoio do Fundo de Solidariedade e o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) foram confeccionadas máscaras destinadas aos funcionários da Prefeitura, além do material, Silveiras contou com a doação de quatrocentas máscaras, cem litros de álcool em gel 70%, cem litros de álcool etílico, vinte caixas de luvas, 420 aventais e sessenta rolos de lençóis e emenda parlamentar no valor de R$ 200 mil, para investimento em novos equipamentos de saúde no início do mês de maio, quando a cidade ainda não tinha confirmado nenhum caso.

CASOS
Segundo boletim atualizado na terça-feira (14), Silveiras tem 16 casos confirmados, 68 notificações e 7 casos suspeitos monitorados em domicílio aguardando resultado do exame. Em caso de suspeita, a Prefeitura recomenda entrar em contato pelo telefone (12) 3106-1114.“Eu acho que é importante reforçar a questão do isolamento social, para as pessoas entenderem que não é momento de festa, de reuniões de família, que é momento da gente se isolar mesmo e as pessoas com síndrome gripal devem ficar atentas e se isolar realmente de todos, porque se você fica dentro de casa com seu marido, com seu filho ou com seus pais, contamina o outro também e os casos vão aumentando e agravando a situação das pessoas”, salientou Andreza.

(Fonte: Jornal Atos)

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