Justiça mantém proibição de venda de livro sobre presos famosos de Tremembé

Obra ‘Diário de Tremembé – O presídio dos famosos’ foi escrita pelo detento Acir Filló e contém relatos atribuídos a presos, como Alexandre Nardoni e Cristian Cravinhos. Publicação já havia sido proibida em decisão de primeira instância.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a proibição da venda do livro “Diário de Tremembé – O presídio dos famosos”, escrito pelo detento Acir Filló. A decisão do dia 5 é em em segunda instância e manteve a proibição determinada em primeira instância, em agosto de 2019. A defesa dele vai recorrer.

No texto, o relator João Morenghi diz que “não se discute que qualquer tipo de censura é nefanda e deplorável. Porém, conforme bem demonstrado pela magistrada, no caso concreto se verifica também o direito da preservação da imagem dos detentos retratado, os quais estão sob guarda estatal”.

A advogada de Acir, Lygia Frazão, disse que vai recorrer a instâncias superiores para que a obra seja liberada. Em janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a publicação de um livro biográfico sobre Suzane Von Richtofen, que cumpre pena de 39 anos em Tremembé (SP) por matar os pais a marretadas na casa onde a família vivia, em São Paulo, em 2002.
Ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos (SP), Acir Filó cumpre pena por suspeita de fraude uma sindicância da Prefeitura.

LIVRO
Atualmente preso no Centro de Detenção Provisória III de Pinheiros na capital, Acir Filló era detento da P2, conhecida por abrigar detentos de casos de grande repercussão.

Enquanto esteve na penitenciária no interior, ele teve conivência com condenados por casos famosos, como Alexandre Nardoni, Cristian Cravinhos, Gil Rugai, Lindenberg Alves, Mizael Bispo de Souza, Guilherme Longo e documentou relatos no livro. Eles chegaram a se reunir no Departamento de Execuções Criminais (Decrim) em São José dos Campos.
Os oito detentos participaram de um procedimento para apurar uma suposta falta de Acir Filló ao atribuir relatos a eles no livro.

REPERCUSSÃO
Na obra, o detento escritor narra uma suposta fraude de Roger Abdelmassih para forjar o estado de saúde e conseguir a prisão domiciliar, que cumpria desde 2017. A defesa de Roger nega a acusação, que deu origem à decisão da Justiça que suspendeu a prisão domiciliar do ex-médico por suspeita de fraude.

(Fonte: G1).

“O presídio dos famosos” foi escrito pelo detento Acir Filló,  ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos-SP.

 

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