Advogado é preso acusado de ser ‘pombo correio’ do tráfico de drogas em Aparecida

Ele era servidor da Câmara de Queluz e foi preso em Caraguatatuba

Um procurador da Câmara de Queluz, de 40 anos, foi preso no início da tarde da quarta-feira (26) em Caraguatatuba, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas em Aparecida. De acordo com o processo, ele foi defensor de presidiários que atuavam no tráfico da cidade e teria agido como “pombo correio” dos criminosos.

O processo contra o advogado foi iniciado em 2012 e o mandado de prisão foi emitido no dia 29 de março deste ano pela juíza Vivian Bastos, da 2ª Vara do Foro de Aparecida.
Em 2016, o Tribunal de Justiça de São Paulo concluiu que o advogado estaria “fazendo o papel de informante, orientando os demais [criminosos] a agirem, não em função da defesa técnica que desempenhava, mas, e principalmente, para que as atividades criminosas prosseguissem; verdadeiro cúmplice, em suma”.

O advogado foi preso em uma operação realizada pela Promotoria de Justiça de Caraguatatuba, comandado pelo promotor Renato Queiroz, em parceria com a Polícia Militar, enquanto estava em uma agência do INSS da cidade litorânea por volta das 12h da quarta (26).

Segundo o TJ de São Paulo, o réu havia sido condenado a seis anos de prisão, mas, após recurso, o STF (Supremo Tribunal de Justiça) determinou um novo cálculo da pena sendo atualizada para quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto.

Em nota, a Câmara de Queluz disse que o advogado já estava afastado das atividades e que “[…] lamenta o caminho por ele tomado, bem como informa que está adotando todos os procedimentos legais visando defender os interesses da Casa de Leis”.

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