Suspeito de aliciar menina de 11 anos do ES pela web é preso em SP

Suspeito entrava em aplicativos de conversa para pedir fotos e vídeos de cunho pornográfico às vítimas. Mãe de criança procurou a delegacia e denunciou o caso.
Um homem de 34 anos foi preso em flagrante na quarta-feira (17), em São José dos Campos, em São Paulo, suspeito de aliciar uma criança em um aplicativo de conversa e armazenar imagens íntimas de menores.

O pedido foi feito pela Polícia Civil do Espírito Santo. Ele teria pedido fotos de cunho pornográfico a uma menina de 11 anos que é moradora da Grande Vitória, no Espírito Santo.

O auxiliar de serviços gerais Moisés Messias Vieira foi preso em casa. Na residência também foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Os agentes encontraram materiais que comprovaram os crimes.

COMO AGIA
Segundo o delegado Brenno Andrade, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos, o criminoso jogava números aleatórios no aplicativo de conversa, puxava conversa com menores e pedia fotos pornográficas.

“Ele foi preso em flagrante a partir do momento em que a delegada lá e os policiais verificaram que ele possuía e armazenava fotos de crianças e adolescentes. Já era uma habitualidade a conduta dele”, declarou o delegado.

A Polícia Civil tomou conhecimento do caso depois de a mãe de uma menina de 11 anos, moradora da Grande Vitória, flagrou uma conversa da filha com Moisés. Isso aconteceu em 2015 e a família procurou a delegacia na época, mas só agora foi possível localizá-lo.

O delegado Brenno relatou ainda que o criminoso também tentou aliciar amigas da menor.

“Ele aproveitou para pedir, entre aspas, mais contatos das amiguinhas safadinhas. O que causa repulsa, considerando que já é uma pessoa com 34 anos de idade e a vítima na época tinha 11 anos de idade”, pontuou Brenno Andrade.

A polícia pede que se há alguma vítima, criança ou adolescente que foi aliciada de forma parecida, procure uma delegacia junto com os pais, para tentar reconhecer o suspeito.

O delegado ainda alerta que a atenção dos familiares em situações como essa podem fazer toda a diferença.

“É sempre importante a família estar acompanhando, pois, nesse caso, não vai ser um anti-vírus que vai impedir que o criminoso tenha acesso à sua criança.

É sempre o diálogo. Se interesse pelo o que seu filho está fazendo na rede mundial dos computadores. A gente vê que muitos pais são mais conectados que a criança e a largam de lado. Não pode ser assim”, concluiu.

(G1)

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