Para não perder transplante, motorista faz apelo à PM e Águia leva menina a hospital em SP

Condutor, criança e avó saíram de Pindamonhangaba para ir à capital onde cirurgia de transplante estava marcada. No caminho, houve congestionamento e o pneu furou. Pedido de ajuda fez com que ela chegasse a tempo.

Por causa de um congestionamento e de um pneu furado, a estudante Maria Fernanda, de 10 anos, correu risco de perder um transplante de fígado nesta quinta-feira (11) no hospital Sírio-Libanês em São Paulo. A menina, de Pindamonhangaba, esperava há mais de um ano na fila para receber o órgão e caso não chegasse ao hospital a tempo poderia perder a chance.

Ao chegar a São José dos Campos – a cerca de 94 quilômetros da capital – e perceber que os imprevistos atrapalhariam a chegada ao hospital no horário previsto, o motorista decidiu pedir ajuda em um batalhão da Polícia Militar.

Luiz Gustavo, que é motorista da secretaria de saúde de Pinda, leva todos os dias pacientes da cidade para a capital para atendimentos médicos. Ele conta que não esperava encarar os obstáculos, mas que o lugar em que o pneu furou foi providencial.

“Saímos com quase três horas de antecedência – a viagem leva duas horas em média, fomos pela Dutra, mas no trecho de Taubaté pegamos muita lentidão. Já em São José, o pneu do carro murchou e não dava mais para andar”, disse e complementou.

“Fiquei desesperado até que olhei para o lado e vi o Batalhão da PM, na hora me deu um ‘estalo’ e fui lá ver se eles não tinham um helicóptero para levar”, contou.

O setor do Águia da Polícia Militar informou que um helicóptero da capital foi até São José buscar a garota. O trajeto, que levaria ao menos 1h30 de carro, acabou durando, segundo a PM, cerca de 30 minutos.

A avó de Maria Fernanda, Maria Aparecida dos Santos, conta que se emocionou ao ser recebida pela equipe no hospital.

“Quando chegamos lá, a equipe estava com a maca já esperando e a minha neta entrou para a sala de cirurgia. Eu falei para ela que esse transplante ia ficar para a história, foi uma correria. Eu nunca tinha pensando em andar de helicóptero e na hora não deu nem para pensar no medo, só queria chegar logo”, conta.

HISTÓRICO
Responsável pela criação de Maria Fernanda, a avó explica que a garota tem uma doença congênita e com um ano já tinha realizado um transplante. No começo de 2018, o corpo passou a rejeitar o órgão e ela precisou entrar novamente na fila por um fígado.

“É uma doença complicada, em que o órgão não trabalha direito e ela fica muito amarela. Eu tinha conseguido uma doadora, mas ela acabou desistindo.

Então, nossa única esperança era esperar na fila, não tinha como perdermos essa chance”, disse a avó.

Às 19h30 Maria Fernanda já estava a caminho do quarto onde vai se recuperar da cirurgia. O fígado doado foi retirado de um morador de Caraguatatuba.

(G1)

 

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