Batalhão de elite busca policial desaparecido na mata em Piquete

Buscas começaram há uma semana quando os bombeiros receberam o chamado de emergência do homem perdido. Grupo especializado em atuação em matas foi convocado.

Policiais do Comando de Operações Especiais (COE) fazem buscas pelo policial civil Valtemir Espíndola, de 49 anos, que sumiu após entrar na mata sozinho, em Piquete, no último dia 3 para pescar. O grupo especializado de elite, que tem base na capital paulista, foi convocado para fazer uma varredura em locais de difícil acesso na Serra de São Francisco, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais.

O trabalho desses agentes começou no último domingo (7), dois dias depois que os bombeiros adentraram a mata pela primeira vez na missão. A área é de mata fechada e terreno íngreme.

A tentativa de resgate do desaparecido começou há uma semana, quando o policial, que levou um telefone celular para a pescaria, conseguiu fazer contato com os bombeiros e avisar que estava perdido perto de um curso d´água. Além dos equipamentos de pesca e do celular, ele porta uma arma.

Segundo o tenente Fábio Cintra, que coordena a missão com 20 homens do COE em Piquete, o grupo está divididos em quatro patrulhas. Ele disse que o grupo trabalha com a expectativa de localizar Valtemir com vida.

“Apesar de já fazer mais de uma semana que ele entrou na mata, trabalhamos com a expectativa que ele esteja vivo. Há condições para isso: tem água e, apesar da temperatura cair à noite, não está tão frio”, disse Cintra.

Ele acredita que a maior dificuldade à busca é a hipótese de que o policial não tenha ficado parado à espera do resgate. “Na ligação à emergência feita por ele aos bombeiros, o policial disse que ia seguir procurando uma saída. Talvez, se ele tivesse ficado em um lugar só, seria mais fácil”, afirmou.

No trabalho na mata, os policiais do COE encontraram cascas de fruta, saco de pão e manta térmica na mata. “Podem ser vestígios deixados por ele, não é possível afirmar, nem descartar. Estamos atentos a qualquer vestígio que possa levar à localização”, disse tenente.

O grupo faz uso de técnicas de rapel e escalada em locais rochosos da serra. Os policiais entram na mata ao amanhecer e só encerram os trabalhos no começo da noite.

FAMÍLIA
A ex-esposa de Valtemir, Eliane da Silva, disse que a família segue esperançosa na busca pelo policial. “Nós temos muita fé que ele saia dessa situação, estamos em oração”, disse.

Ela contou que um grupo de parentes e amigos do desaparecido mantém um acampamento independente aos pés da serra e que atua nas buscas com ajuda de guias.

No último fim de semana, um dos sobrinhos de Valtemir disse que ouviu gritos vindos da mata após o lançamento de sinalizadores na região. Como era à noite, nenhum equipe de busca estava dentro da mata.

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